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27 de abril de 2026

Mulheres que já não sofrem por amor

 


As mulheres que já não sofremos por amor ainda somos poucas, mas somos cada vez mais. Não nos libertámos da dor nem encontrámos a fórmula para sermos felizes no amor, mas chamamo-nos assim porque já não nos sentimos condenadas a sofrer por amor: sabemos que o romântico é político e que outras formas de nos relacionarmos, de nos organizarmos e de nos amarmos são possíveis.

As mulheres que já não sofremos por amor estamos a fazer a revolução amorosa a partir dos feminismos: estamos a colocar sobre a mesa a importância de reinventar o amor romântico para sofrer menos e desfrutar mais do amor. As redes sociais e afetivas, as emoções e os cuidados estão no centro do nosso pensamento, dos nossos debates e das nossas lutas.

As feministas alcançámos muitas mudanças a nível legislativo e político, e estamos a despatriarcalizar tudo: a ciência, a educação, as religiões, a medicina, a filosofia, o jornalismo e a comunicação, o cinema, o teatro, a democracia, o desporto, as instituições, a família… mas ainda nos resta muito trabalho ao nível sexual, emocional e sentimental.

Embora há décadas lutemos para alcançar a autonomia económica, até há pouco tinha-se feito muito pouco pela autonomia emocional, e cada uma tinha de procurar individualmente as ferramentas para trabalhar a dependência sentimental e despatriarcalizar as suas emoções. Hoje, no entanto, estamos a trabalhar coletivamente na criação dessas ferramentas para a revolução dos afetos.

A nossa forma de amar é patriarcal porque aprendemos a amar segundo as normas, as crenças, os modelos, os costumes, os mitos, as tradições, a moral e a ética da cultura a que pertencemos. Cada cultura constrói a sua estrutura emocional e os seus padrões de relação a partir de uma ideologia concreta; por isso, a nossa forma de amar no Ocidente é patriarcal e capitalista.

As meninas e os meninos recebem mensagens opostas e aprendem a amar de forma diferente, de modo que, quando nos encontramos na idade adulta, torna-se impossível amar-nos bem. Os meninos aprendem a valorizar e a defender a sua liberdade e a sua autonomia; as meninas aprendem a renunciar a elas como prova do seu amor quando encontram parceiro. As meninas aprendem a colocar o amor no centro das suas vidas, enquanto os meninos aprendem que o amor e os afetos são “coisas de raparigas”. As meninas acreditam que para amar é preciso sofrer, passar mal, aguentar e esperar pelo milagre romântico; os meninos, pelo contrário, não renunciam nem se sacrificam por amor. As meninas aprendem a ser doces princesas; os meninos, a ser guerreiros violentos. Elas acreditam que a sua missão é dar vida; a deles é matar o inimigo. Enquanto elas se hipersensibilizam e desenham corações por todo o lado, eles mutilam-se emocionalmente para não sofrer e preparam-se para ganhar todas as batalhas.

Assim sendo, não é de estranhar que, quando nos juntamos para nos amar, o encontro seja um desastre. Nestas condições, é impossível construir uma relação baseada no respeito mútuo, no bom trato e na igualdade. É impossível desfrutar do amor numa estrutura de relação baseada na dominação e na submissão, e nas lutas de poder que nos retiram grande parte do nosso tempo e energia: as guerras românticas que sustentamos impedem-nos de desfrutar do amor e da vida.

Aprendemos a amar a partir da nossa experiência pessoal com a família e o meio mais próximo, mas também através dos relatos que mitificam o amor e idealizam determinados modelos de masculinidade e feminilidade. Mitificar o amor serve para que as mulheres, movidas pela paixão amorosa, interiorizem os valores do patriarcado, obedeçam aos mandatos de género e cumpram os seus papéis de mulher tradicional, moderna e pós-moderna ao mesmo tempo.

Estamos a desfrutar de um salto tecnológico impressionante que nos permite contar histórias em múltiplos formatos e suportes, mas o esquema narrativo das histórias continua a ser o mesmo: “Enquanto ele salva a humanidade, ela espera ser resgatada da pobreza, da exploração, de um cativeiro, de um feitiço ou de uma vida aborrecida. Quando ele termina a sua missão, vai buscá-la e leva-a para o palácio, onde ambos viverão felizes para sempre.”

Por causa destes contos, desde pequenas tornamo-nos dependentes da droga do amor romântico, e assim nos mantêm entretidas a sonhar com a nossa utopia romântica. Ao patriarcado convém que permaneçamos acorrentadas a esta ilusão, cada uma à procura de ser resgatada por um príncipe encantado. O milagre romântico isola-nos das outras: para o patriarcado não há nada mais perigoso do que mulheres unidas, alegres e empoderadas a trabalhar em equipa em busca do bem comum.

O romantismo patriarcal é um mecanismo de controlo social para dominar as mulheres sob a promessa de salvação e de um paraíso amoroso onde um dia seremos felizes. A monogamia, por exemplo, é um mito inventado exclusivamente para nós; eles sempre desfrutaram da diversidade sexual e amorosa e proibiram-nos de fazer o mesmo. No passado, as leis permitiam aos homens matar as suas esposas adúlteras. Hoje em dia, a infidelidade feminina continua a ser inaceitável, enquanto se desculpam as “aventuras” dos homens. As mulheres continuam a sacrificar-se, a renunciar, a aguentar e a sofrer “por amor”; continuam a trabalhar gratuitamente em casa e nos cuidados “por amor”; continuam a sonhar com a salvação pessoal através do amor.

O patriarcado continua vivo nos nossos corações e goza de excelente saúde; por isso, é tão importante falar das nossas emoções e relações em termos políticos. Do meu ponto de vista, o amor é uma arma muito poderosa para revolucionar o nosso mundo e transformá-lo de baixo para cima. Podemos libertá-lo de toda a sua carga patriarcal e expandi-lo para além do casal, em direção à comunidade. Podemos eliminar as hierarquias e as lutas de poder entre nós e construir as nossas relações com os outros a partir da ternura, da empatia, da generosidade, da solidariedade e do companheirismo.

Conseguem imaginar como seria o mundo se as mulheres, em vez de desperdiçar o nosso tempo no amor romântico, o dedicássemos à luta por uma sociedade mais livre e igualitária? Conseguem imaginar milhões de mulheres a trabalhar juntas na defesa da natureza e dos direitos humanos? Eu sonho com o dia em que o amor rompa a barreira do duo e se expanda para transformar toda a nossa forma de nos organizarmos e de nos relacionarmos.

Esse dia ainda está muito longe: as ideias evoluem rapidamente, e somos excelentes a imaginar novos modelos amorosos e novas formas de nos relacionarmos, mas as emoções evoluem lentamente ao longo das décadas, e não podemos mudar em duas semanas a nossa forma de sentir. São muitos os séculos de patriarcado que carregamos, e ainda não temos ferramentas para gerir as nossas emoções. Continuamos com a mesma maturidade emocional dos primeiros Homo sapiens: sentimos as emoções mais básicas (alegria, ira, tristeza, medo) de forma semelhante. A maior parte da humanidade resolve os seus conflitos com violência, porque não somos educados para enfrentar os tsunamis emocionais que nos invadem cada vez que sofremos e fazemos sofrer os outros. Nas escolas não nos ensinam a amar-nos bem, e custa muito aprender a relacionarmo-nos com amor connosco mesmas, com o nosso entorno e com as pessoas que amamos.

No entanto, estamos… a fazê-lo.




Cada vez somos mais mulheres a pensar e a debater sobre a nossa forma de nos querermos e de nos relacionarmos; cada vez somos mais as que queremos libertar o amor do patriarcado e as que reivindicamos o nosso direito ao bem-estar, ao prazer e à felicidade.

As mulheres que já não sofremos por amor estamos a analisar a nossa cultura amorosa para a transformar de cima a baixo, procurando outras formas de nos querermos, criando coletivamente ferramentas para aprender a usar o nosso poder sem fazer mal aos outros e para construir relações bonitas com os demais. Relações desinteressadas, relações baseadas no amor companheiro, relações baseadas no prazer, na ternura e na alegria de viver.

Estamos com a imaginação ativada, à procura de novas formas de nos relacionarmos connosco mesmas e com os outros. Queremos um mundo melhor para todos e todas, um mundo sem violência e sem guerras. O nosso objetivo comum é parar a guerra contra as mulheres e entre as mulheres, e contra nós mesmas: queremos aprender a amar-nos bem para podermos amar os outros da mesma forma.

A revolução amorosa é, ao mesmo tempo, pessoal e coletiva: o romântico é político, mas também é social, económico, sexual e cultural. Queremos que o amor deixe de ser um instrumento de opressão para o utilizar como motor da revolução sexual, afetiva e dos cuidados em que estamos a trabalhar a partir dos feminismos.

As mulheres que já não sofremos por amor estamos a questionar tudo: como desmitificamos o amor? Como vamos trabalhar os patriarcados que nos habitam? Como acabamos com as relações de dominação e submissão? Como nos libertamos das masculinidades patriarcais? Como aprendemos a amar sem fazer a guerra? Como podemos construir relações prazerosas, belas, respeitosas e igualitárias? Como aprendemos a resolver os nossos conflitos sem violência? Como tecemos redes de cuidado, de trabalho cooperativo, de solidariedade com as pessoas? Como vamos trabalhar, a partir do feminismo, para reapropriar-nos do prazer, reinventar o amor e libertar o desejo da culpa e dos medos?

Estamos num momento apaixonante. Finalmente, o amor deixou de ser um assunto íntimo e privado para se tornar um debate social e político. Agora falamos de amor nas redes sociais, nas assembleias, nos bares, nas teses de doutoramento, nos blogs, nos congressos e nas festas populares.

As mulheres que já não sofremos por amor ainda sofremos, mas não nos sentimos sós. Todas queremos vencer o monstro da solidão que nos mantém cheias de medo, queremos superar a dependência emocional e aprender a amar a partir da liberdade, e não da necessidade.

É muito o trabalho que temos pela frente: queremos construir um amor companheiro em que nos sintamos livres e iguais. Queremos relações baseadas no bom trato, no prazer partilhado, na honestidade e na ternura. Queremos mudar a nossa relação connosco mesmas e entre nós. E queremos acabar com o patriarcado, a desigualdade, a pobreza e a violência. Trata-se de reinventar o amor para que alcance todos e todas.

O amor é uma ferramenta maravilhosa para a transformação individual e coletiva. Quando o amor não se reduz ao casal e chega à vizinhança, ao bairro, à aldeia, então torna-se um motor para construir uma sociedade livre de exploração, violência, hierarquias e dependências.

A revolução amorosa que estamos a levar a cabo as mulheres feministas coloca no centro a alegria de viver, os afetos, os cuidados e o prazer. Sabemos que outras formas de nos querermos e de nos organizarmos são possíveis, e aqui estamos: unidas, criativas e combativas, reivindicando o desfrute e o prazer. Somos as mulheres que já não sofrem por amor.

Coral Herrera Gómez: "Mulheres que já não sofrem por amor: Transformando o mito romântico" Editorial Bookout, Lisboa, 2026


Otros idiomas:




Binge Auditions, París, 2021









Libros de la Catarata, Madrid, 2018


9 de abril de 2026

Mujeres que leen: círculo de lectura online



¿Qué libro vamos a leer?  

Amiga, sepárate ya


¿Cuando empezamos? 

el martes 14 de abril 


¿Cada cuánto tiempo son las sesiones? 

Dos martes al mes (uno sí y otro no)


¿A qué hora son los encuentros? 

De 18 a 20 hpm hora de España


¿Es necesario tener el libro? 

No hace falta tener el libro porque lo leemos juntas

pero si lo quieres puedes pedirlo a tu librería favorita 

o adquirirlo en versión digital aquí 


¿Cuánto cuesta?

5 euros al mes si te suscribes desde Paypal

Recuerda que es gratis para las alumnas del Laboratorio del Amor 

las suscriptoras de mi página de Patreon, 

¡sois todas súper bienvenidas!


¿Dónde me apunto? 

Puedes suscribirte aquí por 5 euros al mes:



Aqui os leo el prólogo:



27 de marzo de 2026

Video: La Revolución Amorosa

 


Ya podéis seguir en mi canal de Youtube los vídeos cortos con las 100 preguntas sobre el Amor: La Revolución Amorosa para jóvenes. 

¡Suscribeté a mi canal para no perderte ni uno!


25 de marzo de 2026

¿Dónde consigo “Amiga, sepárate ya”?

 


Ya podéis conseguir mi libro en papel y en digital, en México y en todos los países:

México (papel y ebook)

La Casa del Libro 

Gandhi Librerías

Librerías Porrúa

El Sótano

Cafebrería El Péndulo

Gonvill

Sanborns

Buscalibre.mx

El Traspatio, Morelia

Librería Sancho Panza, Querétaro

Casa del Libro México 

Web de Planeta México 



Todos los países: 

BuscaLibre (papel)

La Casa del Libro (papel)

Casa del Libro (ebook)

Amazon (papel y kindle)

Google Play (ebook)

Apple Books, (ebook)


En estos días podrás encontrarlo en físico en las principales librerías de México, en BuscaLibre y en Amazon. 

¿Quieres leer el prólogo? Aquí tienes el enlace 🥰

¿Sabías que el libro viene con una fajita para que nadie sepa lo que estás leyendo?



16 de marzo de 2026

Prólogo Amiga, sepárate ya

 




Hace varios años me costó mucho separarme de un amor que ya no me quería. El libro que tienes en tus manos es el que me habría gustado leer en aquel entonces, cuando necesitaba algo de luz entre tanta oscuridad. Me sentía confundida porque me estaba autoengañando; me costaba ser honesta cuando me sentaba a hablar conmigo y con mis amigas. Me daba miedo despedirme de mi gran amor porque la esperanza seguía muy viva en mí: aún creía en los milagros románticos y en mi enorme poder para salvar la relación. 

Creía que él podía cambiar, que en algún momento se daría cuenta de que mi amor era puro y sincero, que dejaría de ir y venir, y haría como hizo don Juan cuando se arrodilló frente a doña Inés.

Sabía que el abismo era cada vez más grande entre mis sueños y la realidad. Me decía a mí misma que lo mejor era liberarme y echarme a volar, pero me atemorizaba, y me aferraba a un clavo ardiendo, pensando que el amor todo lo podía y creyendo que,
cuando este era verdadero, nunca moría.

A lo largo de estas páginas te contaré cómo escapé de las cárceles del amor en las que estuve. Soy alguien que ha sufrido mucho por amor, y también por desamor: me han roto el corazón varias veces y también la he pasado muy mal cuando es a mí me a quien
le ha tocado dejar la relación.

Por más de veinte años, he ayudado a otras mujeres a separarse y a volar, y ahora te voy a ayudar a ti a parar la guerra dentro de tu cuerpo, a lograr que tu corazón y tu mente bailen abrazados y sigan el mismo ritmo, a poner en práctica el autocuidado, a cultivar tu autonomía, y a fortalecer tu autoestima. En las siguientes páginas te voy a acompañar en tu proceso de liberación, y a enseñar lo que viene después para que te ilusiones contigo misma. Mientras me leas voy a ayudarte a que sueñes con una vida mejor, planees cambios, tomes decisiones, y te comprometas con tu bienestar y tu felicidad.

Yo pasé mucho tiempo empeñada con que una relación que no funcionaba pudiera hacerlo, hasta que comencé a trabajar mi humildad y me di cuenta de que lo mejor era plantar los pies en la tierra y aceptar la realidad. Me costó, pero el día en que me percaté de que la vida es muy corta y no hay recompensa por pasar penurias, me atreví a decir en voz alta: «Estoy harta de sufrir por amor», y emprendí el camino hacia la liberación. 

Desde entonces me he propuesto ayudar a todas las mujeres que han pasado por lo mismo a que tomen conciencia de lo importante que es comprometerse con el cuidado de su salud mental y emocional, y defiendan su derecho a vivir una buena vida, libre de explotación, abuso, violencia y sufrimiento. Porque sí, amiga, vivir bien es un derecho humano fundamental. Las mujeres somos seres humanos. Tenemos derecho a tener derechos tú, yo, y todas las niñas y mujeres.

Pero ¿cómo dejar de sufrir?

Una de las cosas más importantes que he aprendido es que, para poder tener una buena vida, debes romper las relaciones en las que no puedas ser tú misma, donde no te sientas querida, respetada o cuidada, y en las que no halles condiciones para disfrutar del amor.

De manera similar a como ocurre en las relaciones familiares, si estás sufriendo con una pareja, rompe la relación y aléjate, porque, como aprenderás durante este proceso, el amor hay que cuidarlo, y eso no solo depende de ti: es un trabajo de ambas personas —o de todo un grupo si la relación es grupal—.

En este libro te cuento cómo aprendí a aceptar el rechazo y las derrotas, cómo empecé a trabajar mi ego, cómo logré liberarme de las luchas de poder y cómo, derivado de estos aprendizajes, mis duelos han sido más cortos y llevaderos. De una vez te lo adelanto: las claves están en la humildad y la aceptación; gracias a ambas, he podido poner los pies sobre la tierra y dejar de engañarme, así como aceptarme a mí misma, y ser más responsable y comprometida conmigo.

No ha sido un camino fácil. Tuve que pasar por una separación interminable y por una larga guerra contra mí misma. Solo cuando me harté de sufrir, comencé a investigar y a crear las herramientas que hoy te comparto en esta obra.

Cuando estaba en mis treintas, me hallaba atrapada en la cárcel del amor. No lograba dejar a mi novio de ninguna manera y tardé cerca de cuatro años en liberarme. Pensarás que es una barbaridad estar tantísimo tiempo así, pero créeme que hay mujeres que permanecen muchos más años; otras incluso pasan toda la vida diciéndose a sí mismas «Lo tengo que dejar, debo hacerlo ya...». Algunas lo logran; otras, nunca dan el paso.

No es fácil separarse, para ninguna de nosotras. 

No importa qué títulos tengas, cuántos libros feministas hayas leído, si perteneces a un colectivo feminista, si hiciste un posgrado en el tema o mil cursos sobre él; el caso es que a cualquiera de nosotras le puede pasar: a las más cultas, a las más rebeldes, a las más duras; desafortunadamente, nos pasa a todas.

¿Y por qué es tan difícil? 

Porque a todas nos da miedo la soledad y el qué dirán, y porque a veces sentimos esperanza pensando que quizá ocurra algo que cambie la historia por completo. También nos cuesta separarnos porque muchas veces no tenemos independencia económica: las condiciones laborales, políticas y sociales a las que nos enfrentamos nos lo ponen más difícil todavía; las mujeres ganamos menos que los hombres, nuestro trabajo es más precario, gozamos de menos derechos laborales, y los precios de la vivienda y los alimentos no dejan de subir.

La sociedad está construida por y para las parejas que forman una familia feliz, así que salirse del sistema es toda una odisea y, por si esto fuera poco, el amor es una droga buenísima y está muy rica. A todas nos han educado para ser adictas al amor. 

Es normal que a veces tardemos mucho tiempo en despertar, en abrir los ojos, en decir «basta». Hemos pasado la mitad de nuestra vida consumiendo la droga del amor, por eso se entiende que nos cueste tanto desintoxicarnos y desengancharnos.

También es normal que tengamos caídas, recaídas y tropiezos; que nos sintamos culpables y tengamos miedo. Y es que dejar las adicciones no es nada fácil. Aunque tú luches contra ti misma, tu cerebro siempre querrá más droga, y el problema de esta en particular es que nos pone de rodillas frente a un hombre, razón por la cual muchas mujeres se sienten tan atrapadas en esta adicción.

A algunas les gustaría separarse de sus parejas, pero no pueden; otras tardan años en hacerlo, pero es que cada una necesita su propio tiempo.

Ciertamente, es difícil echar a volar. En nuestro cerebro, hay motivos de sobra para dar el paso:

  • Te desenamoraste.
  • Estás cansada de vivir peleando.
  • Te hartaste de cuidar sin recibir lo mismo a cambio.
  • Necesitas un cambio de vida.
  • Tienes un sueño que quieres cumplir o un proyecto que siempre has postergado.

Y, sin embargo:

  • Te sientes culpable al pensar en tu liberación.
  • Crees que eres la mala.
  • Te da miedo la soledad.
  • No tienes dinero.
  • Te da flojera.
  • No quieres hacer sufrir a tu gente.
  • Piensas que lo van a resentir tus hijas o hijos (si es que tienes).
  • Te da vergüenza hacerlo.
  • Ya te resignaste.
  • Cuando te rebelas, se te pasa pronto la emoción.
  • Crees que no eres capaz y no confías en ti.
  • Lo has intentado tantas veces que ya estás cansada.
  • Le temes a la guerra del divorcio.
  •  Tu pareja te da mucha lástima.
  •  Piensas que debiste hacerlo antes.
  • Le crees cuando dice que va a cambiar.
  • Confías en que tu amor y paciencia deben rendir frutos en algún momento.
  • Incluso cuando ya estás convencida, te frenas a ti misma porque vislumbras en el horizonte un rayo de esperanza.


No obstante, dentro de ti sabes que no eres feliz, que debes dejar a tu novio o marido porque solo tienes una vida y no puedes malgastarla junto a alguien con quien no te sientes plena. Esto me lo decía yo misma cuando intentaba liberarme de esta relación interminable; también me lo decían mis amigas y amigos, y yo pensaba «Sí, sí, es verdad, la vida es muy corta, todavía me quedan muchos amores por vivir; este es uno más en mi vida, se trata de mirar al futuro».

A nivel racional lo tenía claro, pero a nivel emocional, no.

Yo era consciente de que, cuando mis amigas me decían: «Amiga, date cuenta, sepárate ya», era un consejo cargado de amor. Ahora soy yo la que se lo da a las demás mujeres: «Amiga, tienes que dejar esa relación que ya no te satisface para poder florecer, para empezar de nuevo tu vida». Cuando ellas se sienten preparadas, es maravilloso verlas soltar la carga y echar a volar, porque cuando una mujer se libera, nos liberamos todas.

El camino hacia la liberación a veces es largo, y necesitamos herramientas. Aquí te comparto las que a mí me sirvieron para dejar de luchar contra mí misma y empezar a cuidarme de verdad.

Lo primero que te voy a pedir es que te conectes emocionalmente con todas las mujeres que están leyendo estas páginas. Algunas lo están haciendo a solas y en secreto; otras lo están haciendo acompañadas; pero todas estamos conectadas porque nuestros objetivos son los mismos:

  • dejar de sufrir,
  • liberarnos de la culpa y del miedo,
  • hacernos responsables de nuestro bienestar y autocuidado,
  • y empezar una nueva etapa de vida.


En el viaje que vamos a emprender juntas por los océanos, este libro servirá un faro en tu camino, pero tú eres quien lleva el timón, tú decides el rumbo y tú eliges el destino final.

Cada una de nosotras viaja en su propio barco, pero todas juntas vamos en el camino hacia la liberación, y se nos van a unir más.

Porque cada vez somos más las que nos estamos dando cuenta de que no hemos venido a este mundo a sufrir, ni a aguantar, ni a soportar, ni a pasarla mal.

Estamos haciendo la Revolución Amorosa, y esto nos está cambiando la vida. Cada vez más mujeres se quitan la venda y descubren que la vida es corta y que hay que disfrutarla, que tienen derecho a vivir una buena vida y que, para poder estar bien, sus relaciones también deben ser buenas.

Ahora sabemos que podemos construir relaciones sanas, igualitarias y basadas en el respeto mutuo, los buenos tratos, los cuidados recíprocos, el trabajo en equipo, la solidaridad y el compañerismo.

Y que no tenemos por qué conformarnos con menos.

Sabemos también:

  • Que a nuestras parejas no las vamos a cambiar.
  • Que estamos mejor solas que mal acompañadas.
  • Que no estamos obligadas a cargar con la cruz que cargaron nuestras abuelas y madres.
  • Que no somos las únicas responsables de que la relación funcione.

Cuando tomamos conciencia de que no podemos vivir la vida que los demás quieren, y que tenemos derecho a vivir la que nosotras decidimos, empezamos a liberarnos de todo aquello que nos ata y oprime.

Y aquí estamos ahora todas, leyendo juntas desde diferentes puntos del planeta, sabiendo que no somos tan raras, ni estamos tan locas, ni tampoco solas. Antes de empezar con el primer capítulo, te voy a contar cómo nació la Revolución Amorosa.

Cuando me dejaba un novio o yo lo dejaba, mi abuela me reprochaba que las mujeres de hoy en día cada vez «aguantamos menos». Yo le explicaba a ella que en su generación no les quedaba más remedio que aguantar, pero que si hubieran podido, muchísimas se habrían divorciado, incluida ella. Y me daba la razón.

Yo le decía:
—Abuela, no venimos al mundo a sufrir, sino a disfrutar.
Ella, por su parte, sonreía, y me respondía:
—¡Qué cosas se te ocurren!
—Dime, abuela, ¿para qué sirve sufrir? Para nada, ¿a ti te ha servido para algo?, ¿te han dado algún premio o compensación por hacerlo? No, ¿verdad?

Yo le contaba que gozar de la vida es un derecho fundamental y que cada vez son más mujeres conscientes de que nadie puede arrebatarles ese derecho. Por eso cada vez aguantamos menos, y cada vez tenemos más claro lo que queremos en la vida y lo que no, así como con quiénes queremos compartirla.

Estas conversaciones las tenía mientras hacía mi tesis doctoral sobre el amor romántico. Me había ido al pueblo a cuidar de ella y a investigar sobre la «fórmula mágica» para dejar de sufrir por amor. Quería liberarme y liberar a las demás, pero con el tiempo comprendí que dicha fórmula no existe y que en realidad es cuestión de ponernos a trabajar en nosotras mismas.

Primero identifiqué todo aquello que me hacía sufrir y sentir prisionera: la culpa, el miedo, el ego, los mitos románticos, la guerra contra mí misma... luego me puse a fabricar las herramientas para poder trabajar en mi propia liberación.

Cuando llegó el internet, comencé a compartir mis conocimientos escribiendo libros e impartiendo charlas y talleres sobre el tema.

Fundé mi propia escuela virtual del Laboratorio del Amor, un espacio de acompañamiento en el que elaboro estas herramientas con mujeres de todo el mundo.

Han sido muchos años apoyando a cientos de mujeres en sus procesos de desarrollo y crecimiento personal, y acompañándolas en su camino hacia la libertad, ¿y sabes qué hemos aprendido juntas? 

Que, en la medida en que aprendemos a vincularnos con nosotras mismas y con el mundo con amor, más fáciles y hermosas serán nuestras relaciones.

Por eso entreno cada día para ser mejor persona y para poder defenderme de quienes no me saben querer bien. He aprendido a decir que no, a poner límites y a irme de aquellas interacciones en las que no soy feliz.

Al cambiar yo, contribuyo a que más mujeres lo hagan. Porque la liberación es contagiosa, y al final se convierte en un movimiento social y político: la Revolución Amorosa se basa en la idea de que lo personal es político, y por eso lo romántico también lo es. En otras palabras, los cambios personales tienen un impacto social y la energía revolucionaria se expande, por lo que cada vez somos más las mujeres que reivindicamos nuestro derecho a disfrutar.

Para que todas podamos vivir bien, debemos liberarnos de todo aquello que nos impide avanzar hacia una vida mejor, así como transformar nuestras formas de relacionarnos y organizarnos política, social, económica, sexual y afectivamente. 

Porque ahora todo nuestro sistema se sostiene gracias al amor y los cuidados de las mujeres, a nuestra capacidad para sacrificarnos y entregarnos, y al trabajo no remunerado que realizamos para los demás.

Sin embargo, las mujeres no nacimos ni para servir, ni para sufrir. Vinimos al mundo a vivir una buena vida, pues solo tenemos una y es muy corta.


¿Qué necesitamos para liberarnos? 

Conocernos mejor a nosotras mismas, hacer autocrítica desde el amor, desmontar los mitos románticos y ayudar a las demás a quitarse la venda de los ojos y a poner los pies en el suelo.

Nuestro tesoro más valioso son las redes de apoyo, ya que en ellas podemos celebrar la vida con las amigas, conocer nuevas compañeras, brindarnos ayuda mutua, superar juntas los duelos, salvarnos cuando estamos en peligro, y darnos calor y amor del 
bueno.

Acompañadas, la liberación resulta más fácil, así que vamos juntas, ¿estás preparada para emprender el camino hacia la liberación?

Coral Herrera Gómez,
Galicia, 2025



¿Dónde consigo el libro? Ya puedes pedirlo en tu librería favorita y lo tienes en papel, en ebook y en kindle, aquí tienes todos los enlaces. 


9 de marzo de 2026

Amiga, sepárate ya



Queridas Amigas:

Estoy muy feliz porque hoy os presento la portada de mi nuevo trabajo, que es el libro que yo habría querido tener a los veintipico años, cuando estaba intentando dejar una relación y no lo lograba. 

Yo me sabía la teoría, pero no sabía cómo podía ponerla en práctica. Mis amigas me decían las verdades, pero yo me autoengañaba. 

Yo intentaba dejarlo, pero estaba enganchada y me sentía atrapada. 

Yo sabía que ya no me amaba, pero mi ego se resistía a aceptarlo. 

Yo pensaba que mi mente y mi corazón estaban en guerra, y que estaba enjaulada en una cárcel con muros de titanio. Pero eran de humo.

Y yo podía desplegar las alas y echar a volar cuando quisiera. Pero tenía una venda en los ojos y soñaba con milagros románticos. Mi feminismo no me servía, no me ayudaba. Tenía miedo y no sabía cómo trabajar mi valentía.

En mi nuevo libro os cuento la experiencia que viví y cómo logré liberarme y dejar de sufrir por amor. Fabriqué mis propias herramientas con la utopía feminista, y entonces acabó la guerra en mi interior.

Y eché a volar sin miedo, por fin. 

Y volví a enamorarme de la vida, otra vez.

En mi nuevo libro os acompaño a todas en vuestro proceso de liberación mientras tomáis conciencia de lo hermosas y grandes que son vuestras alas.

Ya podéis verlo en la web de la Editorial Diana: 

Amiga separaté ya

El 21 de marzo es el lanzamiento y lo presento en Ciudad de México en el Centro Cultural Elena Garro, en Coyoacán a las 4 pm. 

Estáis todas invitadísimas a venir al evento, que es gratis y abierto al público💜

Coral 




2 de marzo de 2026

Vídeos 100 preguntas sobre el Amor

 


Acompañamé cada día a leer una nueva pregunta de mi libro: 100 preguntas sobre el Amor, La Revolución Amorosa para jóvenes.

Puedes conseguir el libro en tu librería favorita,

en la Editorial Catarata

y en Amazon,

tanto en digital como en papel. 

Aquí puedes seguir mi canal de Youtube

10 de mayo de 2025

Sorteo en la Feria del Libro de Madrid




Sorteo en la Feria del Libro de Madrid: 

el domingo 1 de junio a partir de las 5.30 pm pasa a saludar y a recoger tu número a la caseta 95 de Los Libros de la Catarata.

Celebraremos el sorteo a las 6.30 pm de la tarde, y consiste en un pack de 5 libros míos dedicados in situ:

❤️Mujeres que ya no sufren por amor

🤍 Hombres que ya no hacen sufrir por amor

🧡 Dueña de mi amor 

💜 El Contrato Amoroso

💙 100 preguntas sobre el amor


Consulta aquí los próximos eventos de Coral Herrera Gómez





21 de marzo de 2025

Autopublicaciones de Coral Herrera Gómez

 


Formato: Texto

Modalidad: Escritura en Streaming

Año: 2025

Leerlo en Patreon




Mi Diario Personal

Formato: Texto

Modalidad: en Construcción

Año: 2025-2024

Leerlo en Patreon






Manual con Herramientas para trabajar en tu autonomía y tu liberación

Formato: Texto

Año: 2024







Formato: Audiolibro

Año: 2024




Formato: Podcast

Año: 2019




¿Sabías que...
 puedes escucharme y leerme gratis 
si te haces suscriptora o mecenas en Patreon?




14 de octubre de 2024

Cómo me liberé de la droga del amor



 

Yo no lograba entender por qué cuando estaba cerca de mi droga, yo cambiaba y dejaba de ser yo. Y no solo eso: era capaz de engañarme y traicionarme a mí misma, y hacer cualquier estupidez con tal de conseguirla. Me resultaba alucinante verme a mí misma desdoblada: podía estar en la mañana pensando racionalmente y tomando decisiones sensatas y feministas, y luego en la noche hablando con él por teléfono como si nada, derretida de amor y riendole las gracias. 

Si yo había decidido que no nos veríamos más, y él llamaba para decirme que necesitaba verme, entonces me olvidaba del acuerdo conmigo misma, y le decía que sí, que podía venir a verme. Y claro, eran polvazos intensos los que echabamos, porque yo siempre juraba que iba a ser el último. Y ya sabemos que los últimos polvos, cuando estás muy enamorada, son intensos, maravillosos, e inolvidables. ...


Ya puedes escuchar o leer el capítulo 8 de mi libro: Cómo dejé de sufrir por amor. 

Cada semana publico dos nuevos capítulos en Patreon y en Ivoox para suscriptoras:


Leer en ebook

Escuchar en Patreon

Escuchar en Ivoox 




20 de septiembre de 2024

Ebook de Coral Herrera: "Cómo dejé de sufrir por amor"

 


Ya puedes leer mi nueva obra, desde hoy está disponible mi libro nuevo en formato ebook. 

Todas las semanas publicaré dos capítulos en mi página de Patreon, puedes comprarlo o suscribirte y recibir las novedades en tu mail. 



Aquí os dejo la melodía del audiolibro, creada por mi compañero, Jorge Morales Carbonell: 


17 de septiembre de 2024

No le vas a cambiar: mejor cambia tú.



Capítulo 11 de mi libro: "Amiga, sepárate ya"

En este capítulo hablo sobre por qué las mujeres nos creemos que el amor todo lo puede, y que uno de los superpoderes del amor es transformar a los hombres mentirosos, infieles, egoístas, y machistas en buenas personas como por arte de magia. Tampoco les vamos a salvar de sus adicciones, ni de sus traumas ni de sus problemas. 

La realidad es que no podemos cambiar a ningún hombre, aunque le pongamos mucha energía, dinero, amor y empeño. Esta es una de las grandes trampas del amor romántico, porque lo cierto es que las personas solo cambiamos cuando queremos cambiar o cuando lo necesitamos. 

Y la mayoría de hombres no necesitan cambiar porque están muy bien como están. 

Este capítulo te va a ayudar a desmontar el mito de la transformación mágica del amor, a tomar conciencia de donde quieres poner tu tiempo y tu energía, y a concentrarte en cambiar tú para vivir mejor. 

Porque a él no le vas a cambiar. Olvidaté de las luchas de poder y centraté en ti misma, y en lo que quieres cambiar en ti para poder vivir una vida mejor. 


No le vas a cambiar: mejor cambia tú.

Da igual lo que hagas. No le vas a cambiar.

Este es uno de los capítulos fundamentales de este audiolibro, el epicentro de la cuestión, y una de las llaves del proceso de liberación en el que estamos trabajando juntas ahora mismo tú y yo.

Estamos en la fase de desmontar todos los mitos del amor romántico, y hacer autocrítica amorosa, y este es uno de los más importantes.

A mí me costó mucho entender que el amor no lo puede todo, y que yo no puedo cambiar a nadie más que a mí misma. Todo lo que tiene que ver conmigo lo puedo trabajar, lo puedo transformar o mejorar, pero lo que tiene que ver con los demás, no.

Y además, que intentar cambiar al otro es un ejercicio de poder y de dominación.

¿Cuantas parejas viven así, en constante batalla, tratando de dominarse mutuamente? El amor de pareja, desde la perspectiva del poder, es un ejercicio de domesticación mutuo.

En estas luchas de poder, los hombres pelean por conservar su libertad, su estatus de rey de la casa y sus privilegios.

Y nosotras, en cambio, luchamos por la igualdad y el amor, porque nos creímos un día el cuento de que el amor nos haría libres e iguales a nuestros compañeros.

Nos lo creímos como tontas. El día que nos vemos en casa con nuestros bebés, con los puntos aún frescos en los genitales y las tetas llenas de leche, viendo como él se va al gimnasio, al local de ensayo con su grupo de rock, al entrenamiento con sus amigos del fútbol, o a cualquier otro sitio como si nada, es cuando empezamos a tomar conciencia de que todo era una gran mentira.

Es muy duro darse cuenta de que nos han engañado, que la crianza nos toca a nosotras, que somos las que vemos nuestras vidas totalmente trastornadas. Ellos, la gran mayoría, siguen con sus salidas, sus amigos, sus pasiones, como si no tuvieran hijos, como si fueran tipos de clase alta con criadas que se encargan de todo.

¿Cómo caemos tantísimas en esta estafa?

A nosotras las mujeres nos hacen creer que tenemos que educar y maternar a los hombres porque ellos son un poco torpes y necesitan de nuestra ayuda, de nuestros conocimientos, de nuestro sentido práctico, de nuestro amor incondicional.

Aquí el ego nos destroza a todas, porque nos encanta sentirnos importantes, necesarias e imprescindibles.

Y ellos se aprovechan de nuestra necesidad de salvar y maternar a un hombre. Las mujeres creemos que el hombre estará agradecido para siempre y no nos dejará, y sabemos que se sentirá atado por el peso de la deuda emocional, aunque para muchos la deuda no es un obstáculo para irse con otra mujer más hermosa y más joven.

Es una trampa: nos damos por completo para que el otro haga lo mismo. No es que seamos muy generosas, ni muy buenas personas, es que queremos recibir lo mismo que damos. Y claro, es muy frustrante si nos entregamos por completo y el otro no.

Nos han engañado mucho tiempo con la idea de que nuestro amor le hará cambiar, le hará madurar, le hará ser un tipo responsable, y centrado en la familia feliz.

También creemos que una vez que tenga a su bebé en sus brazos, se enamorará y no podrá separarse de él ni, por supuesto, de nosotras.

Pero claro que pueden separarse. Y pueden desentenderse por completo de ti y del bebé. Ahí están las cifras sobre los padres abandónicos y los deudores alimenticios que nos lo demuestran.

El amor no lo puede todo. No alcanza a todo, ni tiene tanta fuerza como nos hacen creer.

Para el amor hace falta también honestidad, generosidad, ternura, honradez, responsabilidad, y compromiso.

El amor no es suficiente, y no cura al alcohólico, al ludópata, al violento, al drogadicto, al mujeriego, al hombre autodestructivo, al desengañado de la vida, ni al rebelde sin causa.

¿Y sabes por qué? Porque el único cambio posible es el que cada cual hace en su interior.

Seguro que te estás preguntando: ¿y por qué les cuesta tanto cambiar a los hombres?

Porque no lo necesitan.

Los hombres pueden desentenderse de todo: de la pareja, de la casa, de los hijos.

Pueden hacer lo que quieran, no necesitan portarse bien para que los quieran.

Pueden arrepentirse de haberse casado, pueden buscar relaciones más ligeras y sin compromiso que les permitan sentirse libres.

Hay hombres que se sienten desbordados por la enorme responsabilidad y la carga de trabajo que supone tener un bebé.

Hay hombres que se sienten atrapados en el nido y necesitan salir como sea de vez en cuando, y lo hacen en cuanto pueden.

Hay hombres que se arrepienten de haber tenido críos porque no se imaginaban que iba a ser tan duro.

Hay hombres que compensan el calvario del caos del hogar, y los cabreos de su esposa, con escapaditas que alivien la presión.

El caso es que a las mujeres que consiguen tener controlados a estos hombres, parece que les va bien. Pero créeme que es agotador vivir como una policía, espía, detective, jueza y carcelera junto a un eterno menor de edad.

Y que por mucho que vigiles, él va a intentar hacer lo que le dé la gana, y no va a renunciar a sus privilegios aunque tú llores o aunque vivas permanentemente enfadada.

El problema es el siguiente: muchas nos enamoramos de golfos promiscuos, y queremos que al enamorarse de nosotras se den cuenta y se conviertan en hombres buenos, leales, sinceros y fieles.

Doña Inés lo consiguió con Don Juan, pero nosotras no lo vamos a conseguir. La única manera de que tu pareja se vuelva un hombre honesto y comprometido es que ya lo sea antes de que lo conozcas.

Si te enamoras de un guaperas macho alfa al que le encanta conquistar a mujeres, es imposible que cambie. Porque los cambios sólo se producen cuando los haces tú por ti misma o por ti mismo. Los cambios nacen del deseo, de la toma de conciencia, o de la necesidad.

La realidad es que a nosotras no nos compensa estar años metidas en luchas de poder y dominación mutua. Además, tras cada bronca el amor muere en nuestro interior hasta desaparecer. Le pasa a la gran mayoría de las mujeres que creyeron que podrían cambiar a sus parejas, y se dan cuenta de que no pueden seguir amando a esos hombres tal y como son.

Después de la idealización y la decepción, muchas viven con un enorme rencor hacia sus parejas. Este rencor es perfectamente normal, porque muchas han sido utilizadas y tratadas como criadas. Lo malo es que ese rencor nos marchita, nos envejece, nos hace sufrir, nos decepciona y nos duele mucho.

Así que, para ahorrarse esta decepción, hay que desmontar de una vez el mito de la transformación mágica por amor.

Y entender que las mujeres ni podemos ni debemos salvar, guiar y educar a los hombres.

Nosotras no somos su freno de mano, no somos magas, ni somos sus madres, ni sus psicólogas, ni sus terapeutas.

Nosotras solo podemos ser sus compañeras, y para eso tienen que llegar ya con todas las lecciones aprendidas, con todos los cambios hechos, y con las ideas muy claras.

Es decir, que nos tenemos que juntar a las mariposas, no a los gusanos ni a los capullos que aún no han madurado para convertirse en mariposas.

¿Se entiende así?

Yo me doy cuenta de todo el tiempo que he perdido tratando de dominar a mis compañeros para que me amasen como yo necesitaba, para que se adaptaran a mi modelo amoroso romántico, para que se trabajasen sus masculinidades, y me duele pensar que aprendí muy tarde esta lección: nadie cambia si no lo necesita y si no quiere hacerlo por sí mismo.

Ojalá alguien me hubiera contado que esas luchas de poder no llevan a ninguna parte, y que casi siempre nosotras las mujeres llevamos las de perder.

Las reglas del juego están hechas para que ellos ganen siempre, o casi siempre.

Así que nos lo tenemos que grabar en la memoria: los únicos cambios que puedes hacer en la vida son los cambios dentro de ti, y requieren a veces de mucho trabajo y mucha terapia.

Piénsalo un momento: ¿a cuántas mujeres y a cuántos hombres conoces que vayan a terapia? ¿Cuántas de ellas hacen talleres y cursos, leen libros, asisten a jornadas y a charlas, debaten en grupo, realizan actividades de formación feminista?

Y ¿a cuántos hombres ves a tu alrededor deseosos de cuidar su salud mental, de crecer, de cambiar su forma de relacionarse consigo mismos y con los demás?

Somos nosotras las que queremos cambiar, las que queremos vivir bien, las que queremos una vida mejor. Somos nosotras las que estamos intentando sanar las heridas del pasado, comprender lo que nos pasa, y ayudarnos a nosotras mismas.

Somos nosotras las que queremos ser mejores, y queremos aprender a querernos y a cuidarnos, y a cuidar nuestras relaciones.


¿Qué les pasa a ellos? Que no cambian porque no lo necesitan. Saben que hay millones de mujeres maravillosas, trabajadoras, luchadoras, dispuestas a amarlos y cuidarlos sin reciprocidad.

Cambiarán cuando no encuentren a ninguna mujer dispuesta a aguantarlos, a mimarlos, y a soportar cuernos, mentiras y trabajo gratis. De momento, tienen muchas a su alrededor. Cuando no haya ninguna, entonces tendrán que empezar a revisar su egoísmo y su machismo. Porque si no, no encontrarán pareja en la vida, y no podrán reproducirse con nadie.

Así que nosotras vamos a centrarnos en nosotras mismas y en nuestros cambios.

Nosotras no podemos cambiarlos, que cambien ellos. Si no lo hacen, no es nuestro problema: nosotras no podemos detenernos ni quedarnos a esperar a que lleguen a nuestra altura.

A mí me ha ayudado mucho el trabajo que estoy haciendo para ser más humilde.

Cuanto más humilde soy, mejor asumo que no tengo poder para cambiar a nadie. Y que lo único que puedo es cambiar yo, con mucho trabajo amoroso por mi parte.

La magia no surge antes del cambio, sino después. Cuando nosotras cambiamos es cuando todo se mueve: los demás tienen que cambiar a su vez para adaptarse a nuestros cambios.

Por ejemplo: si decides dejar de ayudar y prestar dinero a tu hermano porque llevas demasiado tiempo financiando su estilo de vida, es probable que tu hermano se enfade. Pero también es probable que tu hermano se busque las vueltas para montar su proyecto o para buscar trabajo. Si nadie lo financia, entonces tendrá que asumir que esa etapa terminó, y empieza otra, y que tiene que espabilar para tener autonomía económica y no depender de ti, ni de nadie.

Si tu pareja cree que tu dependencia emocional es tan grande que, te haga lo que te haga, tú no vas a dejarlo, entonces cuando lo dejas es cuando se da cuenta de que no te tiene bajo su poder, y que su imperio terminó.

La gran mayoría de los humanos cambiamos cuando ya es demasiado tarde, porque tendemos a valorar más lo que no tenemos y lo que perdemos.

Pero nosotras las mujeres no nacimos para esperar, ni podemos permitirnos el lujo de soñar con milagros románticos tipo “entonces él se dio cuenta y decidió cambiar”.

No, mira. Si no has querido cambiar cuando te dieron la oportunidad, asume las consecuencias, y aprende a perder.

Nosotras siempre para delante; los que no se espabilan, se quedan atrás.

Coral Herrera Gómez




15 de septiembre de 2024

Cómo dejé de sufrir por amor: Manual de Autoayuda Feminista para dejar tu relación.




Título: Cómo dejé de sufrir por amor. Manual de Autoayuda feminista para dejar tu relación.

Escrito y narrado por: Coral Herrera Gómez

Producción sonora y diseño de portada: Jorge Morales Carbonell

ISBN: en construcción

Formato: Audiolibro

Fecha: Septiembre 2024

Lugar de creación: Ourense, Galicia, España.


Contenido:

En este audiolibro te cuento cómo dejé una relación después de cuatro años intentando separarme, y cómo me liberé de mi adicción romántica y mi dependencia emocional. No hay soluciones mágicas: para dejar de sufrir por amor, hay que trabajar.

Y en este libro voy a contarte cómo me lo trabajé yo, y cómo he trabajado en mi autonomía, mi autoestima, mi autocuidado y mi autodefensa emocional. En estos últimos años he enseñado el método de la autocrítica amorosa a muchas mujeres de España y América Latina que han trabajado conmigo en la Ética del Amor y la Filosofía de los Cuidados.

He impartido muchas charlas para desmontar los mitos románticos y para hablar de otras formas de quererse, de relacionarse, de organizarse, y también de separarse. Desde el convencimiento de que podemos aprender a construir relaciones sanas e igualitarias, también podemos aprender a dejar las relaciones en las que no somos felices.

Si tú también quieres dejar de sufrir por amor y empezar a cuidarte a ti misma, yo te acompaño. En este libro no solo te cuento mis experiencias personales y mi trabajo más intimo, también es un manual de autoayuda feminista para la liberación.

Estoy segura que ayudará a muchas mujeres a dejar las relaciones en las que no son felices, el amor no es recíproco, y los cuidados no son mutuos. Y a las que no estáis en una relación, os ayudará mucho a dejar de esperar la llegada del príncipe azul y soñar con milagros románticos.

Espero que os guste y os sea muy útil

Coral



Indice

Bienvenida

EN EL CAMINO HACIA LA LIBERACIÓN


1. ¿Estás bien?

2. El termómetro del desamor

3. ¿Cómo saber cuándo hay que dejar una relación?

4. Aún estoy enamorada

5. Separarse no es una derrota, es una liberación

6. Mi camino hacia la liberación

7. Cómo me liberé de la cárcel del amor

8. Cómo me liberé de la droga del amor

9. Cómo me liberé de la guerra contra mí misma

10. Cómo me liberé de la presión familiar y la presión social


DOSIS DE REALIDAD

11. Pero ¿por qué no les gusta mi novio?

12. No lo vas a cambiar

13. El amor no es una inversión

14. El tiempo es oro

15. Los privilegios de los hombres

16. No nos compensa: Te lo demuestro con cifras

17. Los peligros del amor romántico

18. ¿Te está pidiendo a gritos que le dejes?

19. ¿Por qué los cuernos son violencia?

20. ¿Por qué es tan difícil divorciarse para las mujeres?

21. Algunos de los peros que te pones para no separarte

22. Puedes dejarlo cuando quieras

23. ¿Cómo afectaría a mis hijos e hijas la separación?

24. ¿Cuándo se vuelve peligroso un ex?


EL FINAL FELIZ


25. Bienvenidas de Soltera

26. Decálogo del Autocuidado

27. Ser leal a tí misma

28. La Autodefensa emocional

29. ¿Cómo le digo a mi pareja que quiero separarme?

30. ¿Cómo aceptar que mi pareja ya no me quiere?

31. Mujeres que... se empoderan

32. Otras formas de separarse son posibles

33. ¿Cómo ahorrarte todo el sufrimiento posible?

34. Cierre y Contacto Cero: la única fórmula para

desengancharse

35. Atrevete a soñar

36. El amor está en todas partes.

37. Tu mayor tesoro: la gente que te quiere y que te cuida

38. Ya estoy haciendo las maletas, ¿qué me llevo?

39. Mi final feliz

40. Enamoraté otra vez de la vida



                                    Ya puedes escucharlo en Patreon






31 de enero de 2024

¿Qué pasa si mi pareja quiere controlarme? Pregunta 11



Pregunta número 11 del libro 100 preguntas sobre el amor


• No te pongas esa falda tan corta.

• Si sales con tus amigas, tienes que volver a las 10 a tu casa.

• Mándame una foto para que vea dónde estás y con quién.

• No me gusta ese vestido.

• No quiero que te vayas a la ciudad a estudiar.

• No quiero que hables con tus ex.

• Quita esa foto de tus redes sociales.

• Si yo no puedo ir a esa fiesta porque estoy enfermo, tú tampoco vas.

• Sales demasiado con tus amigas y no me dedicas tiempo a mí.

• Prefiero que dejes de trabajar y te quedes en casa cuidando a mis hijos.


Estas órdenes y mandatos no son una prueba de amor, sino de vigilancia y control. Aunque las leyes de nuestros países digan que hemos nacido libres e iguales a los hombres, lo cierto es que la mayor parte de las mujeres de este planeta no son libres ni pueden elegir cómo vivir su vida.

Algunas pasan la mitad de su vida obedeciendo a su padre y la otra mitad a su marido. No pueden elegir dónde quieren vivir, no pueden estudiar lo que les gusta ni elegir su profesión, no pueden elegir la soltería ni decidir cuánto tiempo quieren estar en pareja, no pueden divorciarse, no pueden elegir libremente su maternidad, no pueden elegir el número de hijos que quieren tener, no pueden viajar sin permiso de los hombres, no pueden practicar deportes ni dedicarse a sus pasiones.

Algunas mujeres que nacen en países desarrollados pueden ser dueñas de su vida gracias a la lucha de las mujeres feministas, que han logrado la aprobación de las leyes que garantizan su libertad y de derechos humanos. Sin embargo, incluso las mujeres con estudios y trabajo, aunque parezcan muy modernas, ejercen de sirvientes de sus maridos y trabajan toneladas de horas gratis para ellos. Creen que lo hacen por amor, pero en realidad es explotación. La mayoría de las mujeres occidentales tienen doble y triple jornada laboral, una en el campo, en la fábrica o en la oficina, y otras dos en la casa: una como trabajadoras del hogar y otra como cuidadoras de bebés, niños o familiares con discapacidades o enfermedades.

La mayor parte de las mujeres del mundo pierden su libertad al casarse y tener hijos, incluso aunque las leyes digan que tenemos derecho a separarnos cuando queramos: los salarios que tenemos no nos permiten ser autónomas ni nos permiten divorciarnos. Y nuestra dependencia no es solo económica, sino también emocional.

Aún son muchos los maridos y los novios que controlan y vigilan a las mujeres con las que tienen una relación sentimental, que dan órdenes y limitan su libertad de movimientos, que no les permiten vestir como quieren ni hacer lo que desean. Muchas, muchísimas mujeres siguen pidiendo permiso a sus maridos para salir a pasear, para ver a sus amigas, hacer deporte, estudiar e incluso para cuidar su salud sexual. Muchas usan anticonceptivos a escondidas, pero tienen que tener mucho cuidado.

El precio que tienen que pagar las mujeres que desobedecen a sus maridos es demasiado alto: muchas sufren castigos, palizas y violaciones por ejercer su libertad. Cada día son asesinadas 137 mujeres en el planeta a manos de sus parejas, bien por desobedecer, bien por intentar escapar de la prisión del matrimonio. Para muchas, obedecer a su amo y soportar su violencia es la única manera de mantenerse con vida.

¿Te puede pasar a ti?

Muchas mujeres occidentales creemos que a nosotras no nos va a pasar. Pero lo cierto es que todavía hay muchos hombres que actúan como carceleros y como policías con sus parejas: ejercen vigilancia y control, y exigen obediencia.

Algunos lo hacen con tono autoritario, otros usan el victimismo y hacen chantaje emocional, otros emplean tácticas de seducción y la gran mayoría utiliza el amor para que renunciemos a nuestra libertad.

Es muy fácil someter a una mujer libre usando el amor para que crea que obedece voluntariamente y no se sienta prisionera, “lo hago por tu bien, porque yo sé qué es lo mejor para ti”, “no te permito que hagas esto o lo otro porque te amo”, “si me quisieras de verdad... no irías a esa fiesta, no vestirías así, vendrías hoy a verme, intentarías satisfacerme en todo”.

Muchos hombres se aprovechan de la necesidad de las mujeres de tener pareja y de sentirse amadas para dominarlas y para tenerlas a sus pies. Cuanto más dependientes somos, más poder tienen sobre nosotras y más limitan nuestra libertad: nos exigen sacrificio, renuncia y obediencia en nombre del amor.

Muchas de nosotras renunciamos a nuestra libertad creyendo que así nos van a querer y cuidar mejor. Pero es justo lo contrario. 

Cuanto más sumisas y obedientes somos, más peligro corremos.

Cuanto más complacientes somos, más abusan de nosotras.

¿Cómo protegernos y cuidarnos? Las señales más claras de que estás en una relación de dominación están dentro de ti, escucha cómo te sientes, sé honesta contigo misma y hazte todo el tiempo la pregunta clave: ¿estoy haciendo lo que quiero o estoy haciendo lo que quiere mi pareja?

También puedes preguntarte: ¿cómo reacciona mi pareja cuando hago lo que me gusta y lo que quiero?, ¿respeta mi pareja mi libertad o intenta limitarla constantemente?, 

¿me haría daño mi pareja si quisiera dejar la relación?

Al empezar la relación, puedes intentar explicarle a tu pareja que no vas a obedecer órdenes o prohibiciones ni chantajes de ningún tipo, pero solo una vez. No puedes estar todo el tiempo peleando.

Da igual que tu pareja llore o se enfade: si pretende limitar tu libertad para moverte, para vestirte, para estar con tu gente, para conocer gente nueva, para hacer las cosas que más te gustan, entonces, hay que dejar la relación sin dudarlo ni un segundo.

Si tu pareja no confía en ti, te puede hacer mucho daño.

Si necesita controlarte, vigilarte y castigarte, estás en peligro.

Si no sabes cómo salir de esa relación, pide ayuda a tus amigas y a tu gente querida.

Si no te sientes libre para ser tú misma y para hacer lo que quieres, si la otra persona no confía en ti, lo mejor es aceptar que no es posible construir una relación bonita desde el miedo, el control y la dominación. Tu libertad y tu bienestar son lo primero siempre, nunca renuncies a ellas en nombre del "amor". 


Coral Herrera Gómez


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Editorial Catarata, Madrid, 2023. 



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